18 de jun. de 2013

Capitulo 18

Na viagem de volta, Joe pegou a saída para Topsham e estacionou ao lado da histórica fábrica de papel Topsham na margem do rio Androscoggin. Certa vez a fábrica tinha sido usada para transformar a polpa das árvores em papel. Agora uma placa grande atravessava o lado do prédio e dizia CERVEJARIA SEA DOG CO. O rio era largo e agitado, com árvores antigas margeando os dois lados. Ainda estava chovendo forte, e a noite tinha caído ao nosso redor. Eu tinha que dar um toque pra minha mãe em casa. Eu não tinha contado a ela que eu ia sair por que... Bem, a verdade é que o Joe não é o tipo de cara que as mães gostam. Ele é o tipo de que faz com que elas troquem as fechaduras da casa.
“Podemos fazer um lanchinho?” eu perguntei.
O Joe abriu a porta do lado do motorista. “Alguma coisa em particular?”
“Um sanduíche de peru. Mas sem picles. Oh, e sem maionese.”
Eu podia dizer que ganhei um de seus sorrisos que nunca chegavam à superfície. Parece que eu ganho muito desses. Desta vez, eu não descobri o que eu tinha falado para merecer.
“Vou ver o que posso fazer,” ele disse, deslizando para fora.
Joe deixou as chaves na ignição e o aquecedor ligado. Nos primeiros minutos eu revi nossa tarde muito longe na minha mente. E então isso me lembrou de que eu estava sozinha no Jeep do Joe. Seu espaço privado. Se eu fosse o Joe, e eu quisesse esconder uma coisa muito secreta, não poderia ser no meu quarto, no meu armário da escola, nem mesmo na minha mochila, todos esses lugares podiam ser confiscados ou sofrer uma busca sem aviso prévio. Eu esconderia no meu Jeep preto brilhante com um sofisticado sistema de alarme.
Eu tirei meu cinto de segurança e remexi na pilha de livros didáticos próximos ao meu pé, sentindo um sorriso misterioso fluir na minha boca ao pensar em descobrir um dos segredos do Joe. Eu não estava esperando encontrar nada em particular; eu deveria ter procurado a combinação do seu armário ou o número do seu celular. Mexendo em uns papéis antigos da escola bagunçando os tapetes do chão, eu encontrei um perfumador de ambiente de pinho meio usado, um CD do AC/DC Highway to Hell, tocos de lápis e um recibo de uma 7-Eleven com a data de quarta feira às 10:18 P.M. Nada especialmente surpreendente ou revelador.
Eu abri o porta-luvas e fucei através do manual do carro e outros documentos oficiais. Tinha um brilho de cromado e meus dedos roçaram em um metal. Eu puxei uma lanterna de aço e a liguei, mas nada aconteceu. Eu desparafusei o fundo, achando que a lanterna tinha um pouco de luz, e com certeza, não tinha baterias. Eu me perguntei por que Joe tinha uma lanterna que não funcionava guardada em seu porta-luvas. Foi o último pensamento que tive antes que meus olhos pousassem em um líquido áspero que tinha secado na ponta da lanterna.
Sangue. Muito cuidadosamente, eu guardei a lanterna no porta-luvas e a fechei fora do meu alcance de visão. Eu disse a mim mesma que havia muitas coisas que poderiam levar a ter sangue em uma lanterna. Como segurá-la com uma mão machucada, usá-la para empurrar um animal morto para fora da estrada… bater com força em um corpo até que a pele se rasgue.
Com meu coração batendo forte, eu pulei na primeira conclusão que se apresentou. Joe tinha mentido. Ele tinha atacado a Taylor. Ele tinha me deixado na noite de quarta, trocado a moto pelo Jeep, e saiu procurando ela. Ou talvez seus caminhos se cruzaram por acaso e ele agiu por impulso. De qualquer maneira, Taylor estava machucada, a polícia está envolvida e Joe era o culpado.
Racionalmente, eu sei que isso era uma conclusão precipitada e um grande salto, mas emocionalmente, as apostas eram altas demais para voltar e pensar sobre isso. Joe tinha um passado assustador e muitos, muitos segredos. Se violência brutal e sem sentido era um deles, eu não estava segura saindo sozinha com ele.
Um flash de luz no horizonte. O Joe saiu do restaurante e correu pelo estacionamento segurando uma sacola marrom em uma mão e dois refrigerantes na outra. Ele foi em direção ao lado do motorista e subiu no Jeep. Ele ergueu o boné e esfregou a chuva de seu cabelo. Ondas escuras saiam para todos os lados. Ele me passou a sacola marrom.
“Um sanduíche de peru, sem maionese e picles, e alguma coisa para segurá-lo embaixo.”
“Você atacou a Taylor Swift?” eu perguntei calmamente. “Eu quero a verdade... agora.”
O Joe abaixou sua 7UP da boca. Seus olhos cortaram os meus. “O que?”
“A lanterna no seu porta-luvas. Explique.”
“Você abriu meu porta-luvas?” Ele não pareceu aborrecido, mas também não pareceu satisfeito.
“A lanterna tem sangue seco nela. A polícia veio na minha casa mais cedo. Eles acham que eu estou envolvida. Taylor foi atacada na noite de quarta feira, logo depois que eu te disse que não a suportava.”
Joe deu uma risada curta, sem humor. “Você acha que eu usei a lanterna para bater na Taylor.”
Ele procurou atrás do banco e tirou uma arma grande. Eu gritei.
Ele se inclinou e tampou minha boca com sua mão. “Arma de Paintball,” ele disse. Seu tom era gelado.Eu dividi os olhares entre a arma e o Joe, sentindo muito branco ao redor dos meus olhos.
“Eu joguei paintball no começo dessa semana,” ele disse. “Achei que já tínhamos superado isso.”
“I...Isso não explica o sangue na lanterna.”
“Não é sangue,” ele disse, “é tinta. Estávamos jogando Pega Bandeira.”
Meus olhos voltaram-se para o porta-luvas que guardava a lanterna. A lanterna era... A bandeira. Uma mistura de alívio, idiotice e culpa por ter acusado o Joe nadou através de mim. “Oh,” eu disse lamentando. “Eu... sinto muito.”
Mas parecia um pouco tarde para desculpas. Joe ficou olhando diretamente para frente através do pára-brisa, respirando profundamente. Eu me perguntei se ele estava usando o silêncio para deixar sair um pouco da raiva. Afinal eu o tinha acusado de atacar uma pessoa. Eu me sentia horrível por isso, mas minha mente estava muito atrapalhada para pedir desculpas corretamente.
“Pela descrição que você fez da Taylor, parece que ela provavelmente tem alguns inimigos,” ele disse.
“Tenho certeza que a Miley e eu estamos no topo da lista,” eu disse, tentando melhorar o ambiente, mas tinha um fundo de verdade. Joe estacionou na casa da fazenda e desligou o carro. Seu boné estava quase em cima de seus olhos, mas agora sua boca tinha uma sugestão de sorriso. Seus lábios pareciam macios e suaves e eu estava tendo dificuldades para desviar meu olhar. O melhor de tudo é que eu estava grata por ele parecer ter me perdoado.
“Vamos ter que trabalhar mais no nosso jogo de bilhar, Anjo,” o Joe disse.
“Por falar em bilhar.” Eu limpei minha garganta. “Eu gostaria de saber onde e quando você vai querer aquela... coisa que lhe devo.”
“Não essa noite.” Seus olhos assistiam os meus de perto, julgando minha resposta. Eu tinha sido pega entre o alívio da minha mente e desapontamento. Mas a maior parte era desapontamento.
“Eu tenho uma coisa para você,” Joe disse. Ele procurou debaixo do seu assento e puxou uma sacola de papel branca com pimentas vermelhas impressa. Uma embalagem para viagem da Borderline. Ele colocou entre nós.
“Pra que isso?” eu perguntei, espreitando dentro do saco, sem ter absolutamente nenhuma ideia do que teria lá dentro.
“Abra.”
Eu puxei uma caixa de papelão marrom para fora do saco e levantei a tampa. Dentro tinha um globo de neve com a miniatura do Parque de Diversões Delphic Seaport dentro. Fios de bronze foram torcidos formando um círculo para a roda gigante e para os loopings da montanha russa; chapas de metal manchado faziam o Tapete Mágico.
“É lindo,” eu disse, um pouco confusa por ele me comprar um presente. “Obrigada. De verdade. Eu adorei.”
Ele tocou o vidro curvado. “Aqui é o Arcanjo, antes de ser remodelado.” Atrás da roda gigante, um fio fino com fitas formava os montes e vales do Arcanjo. Um anjo com as asas quebradas estava no ponto mais alto, sua cabeça inclinada, olhando para baixo, sem olhos. “O que realmente aconteceu na noite que fomos nela juntos?” eu perguntei.
“Você não quer saber.”
“Se você me disser, vai ter que me matar?” eu meio que brinquei.
“Não estamos sozinhos,” Joe respondeu, olhando através do para-brisa.
Eu olhei para cima e vi minha mãe parada na porta de entrada aberta. Para meu horror, ela saiu e andou em direção ao Jeep.
“Deixe-me conduzir a conversa,” eu disse, guardando o globo de neve de volta na caixa. “Não fale nada. Nenhuma palavra!”
Joe saiu e deu a volta para minha porta. Nós encontramos minha mãe no meio do caminho da entrada de carros.
“Eu não sabia que você ia sair,” ela me disse, sorrindo, mas não de um jeito relaxado. Era uma sorriso que dizia, Vamos conversar mais tarde.
“Foi meio que de última hora,” eu expliquei.
“Eu vim direto para casa depois da yoga,” ela disse. O resto estava implícito. Sorte minha, mas não para você. Eu estava contando com ela ter saído para tomar um suco com suas amigas depois da aula. Nove de dez vezes ela ia. Ela virou sua atenção para o Joe. “É bom finalmente te conhecer. Aparentemente minha filha é uma grande fã sua.”
Eu abri minha boca para uma introdução extremamente concisa e mandar o Joe pegar seu caminho, mas minha mãe se adiantou. “Eu sou a mãe da Demi. Diana Lovato.”
“Esse é o Joe,” eu disse, acelerando meu cérebro para dizer alguma coisa que parasse rapidamente com as gentilezas. Mas a únicas coisas que eu podia pensar era gritar Fogo! ou fingir uma crise. De algum jeito, as duas opções pareciam mais humilhantes que enfrentar uma conversa entre minha mãe e o Joe.
“Demi me disse que você é um nadador,” mamãe disse.
Eu senti o Joe se mexer com uma risada ao meu lado. “Um nadador?”
“Você está no time de natação da escola, ou em uma liga da cidade?”
“É mais... por diversão,” Joe disse, me dando um olhar questionador.
“Bem diversão também é bom,” mamãe disse. “Onde você nada? No centro recreativo?”
“Sou mais um cara tipo ao ar livre. Rios e lagos.”
“Não é frio?” mamãe perguntou.
Ao meu lado, o Joe sacudiu. Perguntei-me o que tinha perdido. Nada sobre a conversa parecia fora do comum. E eu estava do lado da minha mãe nessa. Maine não era um lugar tropical, quente. Nadar ao ar livre era frio, mesmo na época do verão. Se Joe era realmente um nadador ao ar livre, ou ele era louco ou tinha um alto limiar de dor.
“Certo!” eu disse, tirando proveito da calmaria. “Joseph precisa ir.” Vá! eu fiz com a boca para ele.
“É um Jeep bem legal,” mamãe perguntou. “Seus pais compraram para você?”
“Eu mesmo peguei.”
“Você deve ter um emprego bom.”
“Eu sirvo mesas no Borderline.”
Joseph estava dizendo o mínimo possível, mantendo-se cuidadosamente misterioso. De volta na minha mente, eu não podia parar de pensar no seu passado assustador. Até agora eu tinha fantasiado sobre descobrir seus segredos mais profundos e escuros porque eu queria provar para mim mesma e para o Joseph que eu era capaz de sacá-lo. Mas agora eu queria saber seus segredos porque eles eram parte dele. E sem contar o fato que eu rotineiramente tentava negar que eu sentia algo por ele. Quanto mais tempo eu passava com ele, mais eu sabia que esses sentimentos não iam embora.
Mamãe fez uma careta. “Espero que o trabalho não atrapalhe os estudos. Pessoalmente, não acho que estudantes do colegial deveriam trabalhar durante o ano escolar. Vocês já têm muitas coisas.”
Joe sorriu. “Isso não tem sido um problema.”
“Se importa se eu perguntar seu rendimento escolar?” Mamãe disse. “Seria muito rude?”
“Caramba! Está ficando tarde...“, eu comecei a falar alto, consultando o relógio que eu não estava usando. Eu não podia acreditar que minha mãe estava sendo tão mala sobre isso. Era um mau sinal. Isso só dizia que sua primeira impressão do Joe era pior que eu temia. Isso não era uma apresentação. Era uma entrevista.
“Dois-ponto-dois,” Joe disse.
Minha mãe olhou para ele.
“Ele está brincando,” eu disse baixinho. Eu dei um empurrão discreto no Joe em direção ao Jeep. “Joseph tem coisas para fazer. Lugares para ir. Pool para jogar....“ Eu coloquei minha mão na boca.
“Jogar?” minha mãe disse, parecendo confusa.
“Demi se referia ao Bo’s Arcade,” Joe explicou. “Mas não é para lá que estou indo. Eu tenho alguns assuntos para resolver.”
“Nunca estive no Bo’s,” ela disse.
“Não é tão bom assim,” eu disse. “Você não está perdendo nada.”
“Espere,” mamãe disse, soando como se uma bandeira vermelha tivesse surgido em sua memória. “É fora da costa? Perto do Delphic Seaport? Não houve um tiroteio no Bo’s alguns anos atrás?”
“Lá está mais domesticado do que costumava ser,” Joe disse. Eu estreitei meus olhos para ele. Ele tinha me ferrado. Eu tinha planejado mentir sobre o Bo’s ter qualquer histórico de violência.
“Você gostaria de entrar e tomar sorvete?” Mamãe perguntou, soando abafada, pega entre fazer uma coisa educada e agir sob o impulso de me levar para dentro e trancar a porta. “Nós temos apenas de baunilha,” ela adicionou para azedar o convite. “Está há algumas semanas aberto.”
Joe balançou a cabeça. “Eu tenho que ir andando. Talvez na próxima vez. Foi um prazer te conhecer, Diana.”
Eu peguei a interrupção da conversa como minha deixa e empurrei minha mãe para a porta da frente, aliviada que a conversa não tinha sido tão ruim como poderia ter sido. De repente mamãe se virou.
“O que você e Demi fizeram essa noite?” ela perguntou para o Joe.
Joe olhou para mim e ergueu suas sobrancelhas ligeiramente.
“Nós jantamos em Topsham,” eu respondi rapidamente. “Sanduíches e refrigerantes. Uma noite puramente inofensiva.”
O problema era que meus sentimentos por Joe não eram inofensivos.


Vou ver se posto mais alguns, to sem sono hoje kk, obrigada a todos por comentarem e tal. Já estamos na metade da fic e tal, e vou colocar uma enquete pra ver se querem continuação ou outra história, anyway, até mais pessoal s2
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12 de jun. de 2013

Capítulo 17



Houve uma chuva fria durante todo o dia de sábado e eu me sentei perto da janela olhando ela cair sobre a crescente poças de lama no chão. Eu tinha uma velha cópia de Hamlet no meu colo, uma caneta atrás da minha orelha, e um copo vazio de chocolate quente aos meus pés. O documento com as perguntas compreensão de leitura sobre a mesa, estava tão vazio como agora, quando a Sra. Lemon entregou em sala de aula há dois dias. Isso foi ruim. Minha mãe tinha ido para sua aula de ioga há quase trinta minutos, e apesar de eu ter praticado algumas maneiras diferentes de dar a notícia da minha saída com Joseph, não cheguei a lugar algum. Eu disse-me que não era algo importante. Eu já tenho dezesseis anos e eu posso decidir quando sair de casa. Perfeito. Agora eu teria que pagar minha culpa a noite toda. Quando o relógio do hall tocou anunciando 4:30, felizmente deixei o livro de lado e corri para o meu quarto. Eu passei quase o dia todo fazendo minha lição de casa e trabalho doméstico, o que tinha mantido os meus pensamentos longe da reunião de hoje à noite. Mas agora que estava no minuto final, os nervos de antecipação superaram tudo. Eu não queria pensar sobre, Joe e eu tínhamos negócios inacabados. O nosso último beijo foi subitamente cortado. Mais cedo ou mais tarde o nosso beijo seria resolvido. Eu não tinha dúvida de quanto ele queria que se resolvesse, só não me esqueceria de estar pronta para o que quer que aconteça hoje à noite. Além de tudo isso, o aviso de Miley não ajudava em nada já que continuava a aparecer como uma bandeira vermelha em minha mente: “Fique longe de Joe”. Eu estava em pé diante do espelho olhando o que eu usava.
A maquiagem era mínima, reduzido a uma única passada de rímel. O cabelo emaranhado, mas e se estivesse estranho? Passei pouco brilho em meus lábios. Eu lambi meus lábios para os deixar com aparência úmida. Isso me fez pensar mais sobre o meu quase-beijo com Joe, e eu tive um ataque involuntário de calor. Se um quase-beijo poderia fazer isso comigo, eu me perguntava o que poderia acontecer com um beijo “completo”.
Minha reflexão sorriu.
“Não é grande coisa” – disse a mim mesma analisando os meus brincos. O primeiro par era grande, longo e turquesa... e me fez ver como eu estava trabalhando demais. Coloquei-a de lado e tentei novamente com pequenas gotas de opala. Melhor. Fiquei imaginando que Joe tinha em mente. Jantar? Um filme?
“É como uma aula de biologia” – eu disse indiferentemente a minha reflexão. – “Apenas sem a parte de biologia, e da classe”.
Eu coloquei na minha calça jeans e sapatos tubo bailarina. Envolvi um lenço de seda azul céu em volta da minha cintura, por cima do meu tronco. Então eu amarrei por atrás de meu pescoço, deixando a blusa estilo frente única. Eu balancei meu cabelo e depois ouvi batidas na porta.
“Já vou.” Corri para a escada a baixo. Eu verifiquei uma última vez que estive no espelho do corredor, em seguida, abri a porta e encontrei dois homens em casacos pretos na varanda.
“Demetria Lovato.” Disse o detetive Basso, segurando seu distintivo da polícia.
“Nós nos encontramos de novo.” Levei um tempo para encontrar a minha voz.
“O que você está fazendo aqui?” Ele apontou para o lado com a cabeça.
“Você se lembra de meu parceiro Detetive Bait, e se importa se fizermos algumas perguntas?” Isso soava como se estivesse pedindo permissão. De fato, soou quase como um ameaça.
“Sobre o que?” Perguntei, quebrando o meu olhar entre os dois.
“Sua mãe está em casa?” Perguntou o detetive Basso.
“Ela está na yoga. Por quê? O que está acontecendo?” Eles arrastaram os pés e entraram na casa.
“Você pode nos dizer o que aconteceu entre você e Taylor Swift na biblioteca, na tarde de quarta-feira?” Detetive Bait perguntou e se sentou confortável no sofá. Detetive Basso permaneceu de pé, examinando cuidadosamente as fotografias de família sobre a mesa. Suas palavras levaram um momento para serem registradas em meu cérebro. A biblioteca. Na tarde de quarta-feira. Taylor.
“Taylor está bem?” Eu perguntei. Não era nenhum segredo que Taylor não ocupava um espaço uma caloroso e amoroso em meu coração. Mas isso não significa que eu queria vê-la em problemas ou, pior, em perigo. E, especialmente, não queria que ela parada em qualquer problema que possa me deixar envolvida. O detetive Basso colocou as mãos nos quadris.
“O que faz você pensar que ela não está se sentindo bem?”
“Eu não fiz nada para Taylor.”
“Por que vocês duas estavam discutindo?” - O outro detetive perguntou: - “O guarda me disse que na saída biblioteca as coisas estavam ficando ruim entre vocês”
“Não é assim.”
“Como foi?”
“Nós dissemos algumas coisas uma a outra.” Eu disse, na esperança de explicar.
“Que coisas?”
“Coisas estúpidas,” disse em retrospecto.
“Eu preciso ouvir essas coisas, Demi.”
“Eu a relacionei com suínos anoréxicos.” Meu rosto estava queimado e minha voz saiu humilhada. Se a situação não fosse tão grave, poderia ter desejado fazer algo mais cruel e degradante. Para não falar de algo que fazia mais sentido. Os detetives trocaram olhares.
“Teve uma ameaça?” perguntou Detetive Bait.
“Não.”
“O que você fez após a biblioteca?”
“Vim para casa.”
“Você continuou com a Taylor?”
“Não. Como eu disse. Eu vim para casa. Vão me dizer o que aconteceu com Taylor?”
“Há alguém que possa verificar isso?”, Perguntou o detetive Basso.
“Meu companheiro de biologia. Me encontrou na biblioteca e se ofereceu para me levar para casa.”
Eu tinha um ombro apoiado nas portas que dava para a sala de estar, e o detetive Basso andou e mudou-se para um lado oposto, na minha frente.
“Vamos ouvir o que você diz sobre esse parceiro de Biologia.”
“Que tipo de pergunta é essa?” Ele estendeu as mãos.
“É uma questão bastante básica. Mas se você quiser perguntas mais específicas que posso fazer. Quando eu estava na escola, geralmente oferecia carona para as meninas em que eu estava interessado. Vamos dar um passo além. Qual é o seu relacionamento com seu parceiro... fora da sala de aula de biologia?”
“Você está brincando, certo?” Um lado da boca do detetive Basso ficou rosa.
“Isso é o que eu pensava. Você e seu namorado bateram em Taylor Swift?”
“Taylor foi espancada?”
Ele deixou a porta e se posicionou diretamente em frente de mim.
“Você queria mostrar o que acontece com as meninas quando elas não mantém a boca fechada? Você acha que ela merecia alguns arranhões? Eu conheci meninas como Taylor quando eu estava na escola. Elas merecem não é? O que Taylor merecia, Demetria? Alguém bateu nela na noite de quarta-feira e eu acho que você sabe mais do que quer admitir.”
Eu estava tentando duramente suprimir os meus pensamentos. Com medo que de alguma forma estes fossem refletidas na minha cara. Talvez tenha sido uma coincidência que na mesma noite em que eu reclamei para Joe sobre Taylor, ela apanhou. Mas da mesma forma, talvez fosse ele... ou não.
“Nós vamos ter de conversar com seu namorado,” disse o detetive Bait.
“Ele não é meu namorado. E meu companheiro de biologia.”
“Ele está vindo para cá agora?” Eu sabia que deveria ser direta. Mas, pensando bem, não podia aceitar que Joe poderia ferir Taylor. Taylor não era o melhor tipo de pessoa e tinha ganhado um monte de inimigos. Alguns desses inimigos talvez fossem capazes de tal brutalidade. Mas Joe não era um deles. A brutalidade sem sentido não era o seu estilo.
“Não,” eu disse. Detetive Basso deu-me um sorriso.
“Se arruma para uma noite em casa?”
“As vezes,” eu disse, com o mais frieza com que me atrevi a responder. O detetive Bait puxou um pequeno caderno de um dos bolsos do casaco. Ele abriu e pegou uma caneta.
“Nós vamos precisar do seu nome e do seu número.”
Dez minutos depois de os detetives terem ido embora, um Jeep Commando preto chegou em minha casa. Joe correu através da chuva para a varanda, vestindo jeans, botas e camisa cinza escuro térmica.
“Carro novo?” Eu perguntei depois que eu abri a porta. Um misterioso sorriso surgiu.
“Eu ganhei ele um par de noites atrás em um jogo de bilhar.”
“Alguém aposta um carro?”
“Ele não estava muito feliz com isso. Estou tentando ficar longe de becos escuros pelos próximos dias.”
“Ouviu falar de Taylor Swift?” Eu falei ali mesmo, esperando que a pergunta o pegasse de surpresa.
“Não. O que aconteceu?” Sua resposta veio fácil e eu decidi que isso provavelmente significava que ele estava dizendo a verdade. Infelizmente, não sabia quando ele estava mentindo, Joe não era qualquer amador.
“Alguém bateu nela.”
“Pena.”
“Qualquer ideia de quem poderia ter feito?” Se Joe ouviu a preocupação em minha voz, não mostrou. Ele encostou na parede e passou a mão pelo queixo, pensativo.
“Não.”
Eu perguntei a mim mesma se eu pensei que ele estava escondendo algo. No entanto, detectar coisas nunca foi meu forte. Eu nunca tive muita experiência em fazer isso. Normalmente eu confiava nas pessoas ao meu redor... normalmente. Joe estacionou o Jeep por trás da Bo’s Arcade. Quando chegamos à frente da fila, o caixa fixou os olhos em mim e depois em Joe, uma e outra vez, como se tentasse encontrar uma conexão.
“Que é?” Disse Joe, e lançou três bilhetes de entrada sobre a mesa.
O caixa fez o seu olhar penetrante sobre mim. Ele percebeu que eu não conseguia parar de olhar para o molde de tatuagens verdes que cobria cada centímetro de seus braços. Ele moveu um pouco de chiclete? tabaco? Para o outro lado do seu lábio inferior e disse, “Você perdeu alguma coisa?”
“Só gostei de sua tatu...” Comecei. Ele me mostrou os dentes afiados como um cão.
“Eu não acho que ele gostou de mim,” sussurrei para Joe quando estávamos a uma distância segura.
“O Bo não gosta de ninguém.”
“Quem é Bo? Bo do Bo’s Arcade?”
“Este é Bo’s Arcade Junior. Bo pai morreu há vários anos.”
“Como?” Eu perguntei.
“Briga de bar.”
Eu senti uma vontade inquietante de correr na direção do Jeep e sair rapidamente do estacionamento.
“Aqui é seguro?” Eu perguntei.
Joe olhou para os lados. “Anjo.”
“Só perguntei.” A parte debaixo com as mesas de bilhar parecia exatamente como na primeira noite que eu vim. As paredes pretas pintadas de cinza escuro. Mesas vermelhas no meio da sala. Mesas de poker espalhadas ao redor dos cantos. Lâmpadas de luz baixa curvando pelo teto. O cheiro dos cigarros congestionando o fluxo aéreo. Joe escolheu a mesa mais distante da escada. Ele pediu dois refrigerantes 7UP e os destampou na borda da mesa.
“Eu nunca joguei bilhar.” Confessei.
“Escolha um taco.” Ele apontou para o aparador de varas embutido na parede. Eu levantei um e trouxe-o para nossa mesa. Joe passou a mão sobre a boca para sorrir.
“O que?” Eu disse.
“Você não pode marcar um Home Run em bilhar.”
“Sem Home Run. Entendido.” Seu sorriso alargou.
“Você está segurando o taco como um bastão de beisebol.” Eu olhei para minhas mãos. Ele estava certo. Eu estava segurando-o como um bastão.
“Assim fica mais confortável.” Ele mudou-se atrás de mim, pôs as mãos nos meus quadris e me posicionou na frente da mesa. Deslizou as mãos em volta de mim e tomou o taco de sinuca.
“Assim...”, disse ele, reorganizando a minha mão direita até a poucos centímetros.
“E... assim,” continuou, levando a minha mão esquerda em um círculo com o polegar e o indicador. Ele então colocou sua mão esquerda sobre a mesa. Como um tripé. Ele empurrou a ponta do taco de bilhar no meio do círculo e sobre a junta do meu dedo médio.
“Dobre sua cintura.” Eu inclinei em direção à mesa de bilhar, seu hálito aquecendo minha garganta. Ele puxou para trás o taco de sinuca e levou-o através do círculo.
“Em que bola quer bater?”, perguntou, referindo-se ao triângulo de bolas acomodados no final da mesa. “O amarelo da frente parece uma boa escolha.”
“Vermelho é minha cor favorita.”
“Então, será a vermelha.” Joe levou o taco para trás e através do círculo, apontando para a bola, praticando. Eu mirei a bola branca para dentro do triângulo mas ela foi parar além da mesa.
“Foi um pouco desviado,” ele disse. Senti-me sorrir.
“O que quer apostar?”
“Cinco dólares.” Eu senti ele balançando a cabeça suavemente.
“Seu casaco.”
“Você quer o meu casaco?”
“Eu quero ver você tira-lo.”
Meu braço se moveu para trás e disparou o taco de sinuca com meus dedos, batendo na bola. Em seguida, atirou a bola para a frente, batendo a bola vermelha, destruindo o triângulo, deixando as bolas bagunçadas em todos os sentidos.
“Ok,” eu disse, tirando minha jaqueta jeans.
“Eu posso dizer que estou um pouco chocado.” Joe examinou meu lenço de seda/camisa halter. Seus olhos eram negros como o mar à meia-noite, a expressão contemplativa. “Muito bom,” disse ele. Em seguida, passou-se à volta da mesa, observando a posição onde as bolas estavam.
“Cinco dólares que você não pode bater a azul.” Eu disse, selecionando a bola que foi separada da bola branca para um monte de bolas de outras cores.
“Eu não quero seu dinheiro,” disse Joe. Nossos olhos se encontraram e a menor das covinhas apareceu em seu rosto. Minha temperatura subiu um grau.
“Então o que você quer?” Eu perguntei. Joe abaixou o seu taco de sinuca para a mesa, tomou impulso e golpeou forte a bola branca. No instante que a bola branca golpeou a verde, esta golpeou por sua vez a bola oito e com o impulso bateu limpamente na azul. Eu soltei um riso nervoso e tentei encobrir o meu toque dos dedos. Um mau hábito não posso desfazer.
“Ok, talvez eu esteja mais do que um pouco impressionada.” Joe ainda estava debruçado sobre a mesa e então olhou para mim. Seus olhos aqueceram minha pele.
“Nós nunca apostamos tudo,” disse. Resisti à vontade para mudar de posição. O taco de sinuca sentiu o aperto entre as minhas mãos e eu limpei minha mão discretamente no meu colo. Como se não fosse o bastante de transpiração, Joe disse:
“Você me deve. Algum dia eu vou cobrar.”
Eu ri, mas veio um som fora do tom. “Bem que você queria.”
Passos pesados ecoaram no piso da escada. Um rapaz alto e fibroso, com um nariz aquilino e cabelo desarrumado apareceu com uma substância negra. Olhando primeiro a Joe, em seguida, fixou os olhos em mim. Um pequeno sorriso apareceu em seu rosto quando ele estendeu a mão e agarrou meu 7Up, que eu tinha deixado na beira da mesa de sinuca.
“Desculpe-me, mas eu acho que é... ” eu comecei a dizer.
“Você não mencionou que ela era tão bela aos olhos,” disse ele a Joe, limpando a boca com as costas de sua mão. Ele falou com um forte sotaque irlandês.
“Eu não mencionei que você é tão feio aos olhos também,” Patch retrucou, sua boca no estado de relaxamento que precede um sorriso. O rapaz inclinou-se sobre a mesa de sinuca ao lado de mim e me ofereceu sua mão.
“Meu nome é Rixon, amor.” Eu ofereci minha mão com relutância.
“Demi.”
“Estou interrompendo alguma coisa aqui?” Rixon disse, dividindo e inquirindo um olhar entre mim e o Joe.
“Não,” eu disse ao mesmo tempo em que o Joe disse, “Sim.”
De repente Rixon de um soco de brincadeira no Joe, e os dois caíram no chão, rolando e trocando socos. Havia um o som de uma risada rude, punhos contra a carne, tecido se rasgando e as costas nuas do Joe ficaram a vista. Com dois talhos ao longo dela. Eles começavam perto dos seus rins e terminavam nas escápulas, abertos com a forma de um V invertido. As cicatrizes eram tão grotescas que quase engasguei em horror.
“Me larga!” Rixon berrou.
Joe saiu de cima dele e ficou em pé, sua camisa estava rasgada, meio aberta. Ele a arrancou e jogou numa lata de lixo no canto.
“Me dê sua camisa,” ele disse para o Rixon.
Rixon deu uma piscada para mim. “O que você acha Demi? Devo dar a camisa para ele?”
Joe deu um passo para frente como se fosse dar o bote de brincadeira e Rixon ergueu suas mãos perto de seus ombros.
“Calminha,” ele disse, indo para trás. Ele tirou seu moletom e o jogou para Joe, revelando uma camiseta justa por baixo.
Enquanto Joe descia o moletom por seu abdome forte o suficiente para borboletas voarem pelo meu estômago, Rixon virou para mim. “Ele disse como ele conseguiu esse apelido?”
“Como?”
“Antes do nosso bom amigo Joe aqui competir no bilhar, o rapaz era favorecido no boxe Irlandês. Ele não era muito bom nisso.” Rixon abanou a cabeça. “Verdade seja dita, ele era completamente patético. Eu passei muitas noites remendando ele, e logo todos começaram a chamá-lo de Joe. Eu dizia para ele desistir do boxe, mas ele não me ouvia.”
Joe olhou nos meus olhos e deu um sorriso de medalha de ouro de briga em bar. Apenas o sorriso era assustador o suficiente, mas embaixo da fachada, tinha uma nota de desejo. Mais que uma nota na verdade. Uma sinfonia completa de desejo. Joe inclinou sua cabeça em direção às escadas e ergueu sua mão para mim. “Vamos dar o fora daqui,” ele disse.
“Onde estamos indo?” eu perguntei, com meu estômago descendo aos joelhos.
“Você vai ver.”
Enquanto nós subíamos as escadas, Rixon falou alto para mim, “Boa sorte com esse aí, querida!”


Varios capitulos estão prontos, o problema é a escola e os comentarios u-u aushaus
o encontro deles ainda não terminou mas pelo menos entrou o novo personagem, Rixon 
Já está um pouco perto da revelação do segredo de Joseph para a Demi, ansiosas?
Se comentarem eu posso postar alguns capitulos amanhã, uns 4 ou 5.
Como foram o dia dos namorados de vocês? o meu foi bem inutil com muito chocolate kkk
É isso, até o próximo pessoal <3

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